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Assassino

Caterine está saindo do trabalho à noite.Já são altas horas da noite e não aparece nenhum táxi na hora que ela precisa.Ela decide pegar o metrô.Caterine sente que está sendo seguida.Ela olha para trás,mas nada vê,e continua seguindo seu caminho.Caterine pára novamente.Ela agora escutou uma risada.O pânico toma conta de seus músculos e ossos,impedindo-a de correr,gritar.Seus olhos começam a lacrimejar e aos poucos ela vê um vulto surgindo das sombras.Ele segura algo em suas mãos.Um machado,um cutelo,uma faca talvez.Ela tenta pedir por misericórdia,mas suas cordas vocais foram travadas pelo medo,e ela só consegue ver o ódio nos olhos daquele homem.Ele ergue seu braço direito e com apenas um golpe,decepa a cabeça de Caterine.

John é um homem de classe média que trabalhava em um escritório de advocacia em Nova York.Gostava de festas,carros,mulheres,bebida,enfim,todos os prazeres da vida em que a igreja insiste em dizer que é coisa do demônio.Mas havia um problema com John.Há 7 meses ele perdeu sua mãe.A dor era profunda no coração de John,já que a pessoa que ele mais amava na vida era sua mãe.Estava à base de anti depressivos e sedativos.Não tinha vontade de comer,de dormir,o que estava lhe dando um aspecto horrível,já que era considerado um homem bonito,com um belo porte físico.Nunca dormia,mas quando acontecia dele pregar no sono,tinha pesadelos horríveis.Uma noite sonhou que estava incendiando um hospital,e se deliciava ao ver as pessoas correndo,completamente em chamas tentando salvar suas vidas.Ele acordava completamente suado,com o coração acelerado,suas mãos tremiam constantemente.Ele já havia consultado com psicólogo,analista,psicanalista,mas nenhum tinha resposta para os transtornos dele.

Os pesadelos de John eram cada vez mais constantes,e em todos eles a morte estava presente.Eram modos brutais,e nos sonhos,John gostava disso.Ele gostava de ver as pessoas sofrerem e as ver morrer de um modo brutal era a visão mais maravilhosa do mundo.

Um dia John acordou decidido que ia se recuperar de seu trauma.Ele se levantou,barbeou-se,colocou uma bela colônia,vestiu-se com uma bela roupa e saiu para passear no parque.Lá ele se divertiu com há tempos não se divertia,e conheceu Pâmela,uma bela loira,de corpo escultural,cintura fina e seios belos e fartos.Eles conversaram,trocaram os telefones e marcaram de sair outra vez.John vai para seu apartamento,toma uma bela ducha,come alguma coisa e vai para a cama.É um dos raros dias em que ele não usa nenhuma espécie de sedativo ou tranquilizante para dormir.Ele se deita e apenas começa a sonhar.

No sonho John está em um parque.Está muito escuro.Ele procura por alguém,mas nada vê.Ele tenta gritar,mas sua voz não emite nenhum tipo de som.John começa a andar,mas seus movimentos são involuntários,transformando-o em uma espécie de marionete.Ele começa a vagar pelo parque e avista um homem.Uma espécie da calafrio toma conta do corpo de John,um calafrio que ia da sua espinha,passava pelos seus braços e pernas e terminava em seus olhos,fazendo-o sentir uma imensa dor.Agora ele sentia um desejo estranho junto com um cheiro.Era o cheiro da morte se aproximando da alma de John,e aplicando nele um enorme desejo de matar alguém.Ele vaga pelo parque até que avista um homem.Era um homem velho,com uns 56 anos,uma vítima em potencial.John procura uma arma,e logo vê uma barra de ferro no canto da rua.Ele segura aquele metal sólido e frio como um corpo sem vida e aos poucos se aproxima do velho.Ele já está bem perto e seus olhos parecem queimar as costas do velho tamanha a emoção,e com apenas um golpe,transpassa a arma na cabeça do homem.Após começa a golpeá-lo come se fosse um monte de lixo.Aos poucos a rua ficava marcada com sangue,pedaços de crânio,miolos,córneas,etc.Nessa hora John acorda.Se levanta,vai até o banheiro,e de tão assustado acaba mijando fora da privada.Se olha no espelho e se assusta muito,pois suas mão e corpo estão completamente sujos de sangue.Ele toma um banho e vai para a sala tomar um café e refletir sobre esse sonho estranho que havia tido.

No outro dia ele tem um dia normal(isso é possível?).Acorda,toma um café,lê o jornal,mas aí ele recebe um telefonema.Era Pâmela convidando-o para almoçar,e como é de se esperar,John aceita o convite na mesma hora.Eles vão à uma padaria e Pâmela convida John para ir até sua casa.Chegando lá ele se senta e ela diz que vai ao banheiro.A hora que ela volta,John se assusta um pouco.Pâmela está vestindo uma lingerie muito sexy.Ela se senta no colo de John e dali eles começam a transar.Após isso John dorme,e ai está o perigo.Ele tem outro sonho.Neste ele está em uma floresta,em uma escura noite.Um vento gelado corta seus lábios e sua face,e ele nota a ausência de estrelas e lua.Ele vaga pela floresta e encontra uma choupana no meio da floresta.A porta está aparentemente aberta.E realmente estava.John entra,tudo está escuro,ele apenas vê um baixa claridade de um certo cômodo da cabana.Ele se dirige a esse cômodo que se parece com um quarto.Encima da cama ele vê uma mulher com um longo vestido vermelho.Era Pâmela.Aquele arrepio toma conta de seu corpo novamente.Ele sente as mesmas sensações medonhas de antes.O efeito marionete volta.Sua mente está voltada para o mal,e ele só pensa e matar.Ele vê uma enorme machete e vai em direção à moça.Nesse momento Pâmela acorda:

- Me mate John.Você é um assassino.Mate-me.Enfie essa machete em meu crânio ou peito e jogue meus pedaços no centro da cidade

A mente de John não quer matar Pâmela mas seu corpo não o obedece,e na hora que ele vai para cima da moça ele acorda.Quando acorda ele está na casa de Pâmela,encima da mesma,mas agora segurando a mesma arma que segurava em seu sonho.Pâmela acorda e vê John tentando mata-la.ela empurra John,fazendo com que o mesmo acabe cortando o próprio braço.Ao ver o seu sangue jorrando John acorda novamente.Desta vez ele está em sua própria casa.São 6:00 AM e ele escuta uma mulher o chamando.Era a sua mãe.John percebe que tudo não passou de um horrível pesadelo.Sua mãe nunca havia morrido.Pâmela e os assassinatos que havia cometido não passavam de fruto de sua imaginação,mas John percebe que em seu braço há uma enorme cicatriz,mas ele não dá bola.Agora ele pode enfim dormir tranquilo.Ou não.


Tauã Veiga

Prólogo

Em sua mente

-Eu vejo sangue! Mas já não existe nenhum desespero, nem choramingo, nem gritos, nem suplicas. Apenas um silêncio. Um silêncio tão terrível que chega a ser doloroso ouvir, parecendo um grito da morte que aparece sem avisar.

Odeio o silêncio, mesmo se antes ele tinha sido preenchido por gritos de agonia para um deus que não os atendeu. Ele continuava sendo atormentador para mim, não importa se eu ligue o rádio ou ligue a TV, ainda consigo escutar o silêncio lá no fundo, que só pode ser substituído com gritos e sangue, mas isso é tudo temporário. Por isso, terei que matar mais até o ponto do silêncio sumir por completo, até o ponto de todas as suplicas inundarem meus ouvidos atordoados, até que minha serra se quebre de tanto cortar ossos humanos como se fossem “porcos no matadouro”.

Háháha, háháha. Por que ninguém mais ri comigo? Áh... Lembrei... eles estão mortos e destroçados como se fossem “Legos”.

Que vontade de tomar um sorvete, acho que tem um dentro do freezer... Perto daquela cabeça de uma mulher, morreu com uma expressão tão engraçada que eu tive que conserva-lá.

Vou pegar logo esse sorvete e ver quem vou matar depois...

Continua...

agradecimentos aos meus criticos Vitor, Joansen, Danilo e Otavio

I'll Make Your Death!
Ceifeiro


Bem galera esse é meu primeiro conto sobre serial killers me digam suas opiniões!

agora vamos ao conto!


22 de janeiro em Nova York, noite de sábado, os bares quase cheios e turbulentos, mas no meio daquele barulho, se escuta a TV.

-Outra menina loira foi encontrada morta em um quarto de motel! Ela foi deixada com o pescoço cortado e em uma posição de como se estivesse dormindo! É a terceira nessa semana, por isso garotas, não falem com estranhos, não saiam à noite sozinhas e não deixe suas bebidas em qualquer lugar!

-Depois de ouvir isso, um homem sentado no bar bebendo um whisky escocês reclama.

- Puta Merda! Esses ignorantes que só matam mulheres deveriam ser castrados! Malditos sejam! –O Homem do lado dele que está bebendo uma cerveja concorda!

-Esse ai só é mais uma daquelas bichinhas que só sabem matar mulheres e nunca iriam se garantir com um macho!

-De repente a porta do bar se abre e a maiorias das pessoas param para ver quem entrou! Era um homem de cabelos escuros, olhos verdes, pele clara. Usando uma calça jeans, uma camiseta branca e uma camisa de botão vermelha por cima. Ele se dirige ao bar, sentando em um banco no canto, vendo um pouco de televisão esperando o garçom chegar!

O garçom chega perto e fala: - O senhor deseja alguma coisa?

Ele responde. – Me dá uma cerveja!

O povo continuava olhando para ele, mas logo notaram que se tratava de um mero viajante normal, por causa da sua simpatia e do seu belo sorriso.

Enquanto o viajante bebia sua cerveja tranquilamente, uma mulher loira chega perto dele e fala.

-Oi! Tudo bem?

Ele responde.

-Oi! Tudo bem sim. E com você?

Ela fala.

-Estou bem também, só com um pouco de medo, por causa desses assassinatos que estão acontecendo com as loiras!

Ele entende a intenção da moça e logo fala.

-Que tal eu lhe pagar uma bebida para que esse medo passe?

Ela dá um lindo sorriso e faz um gesto com a cabeça dizendo que sim!

Depois de um belo tempo de conversa entre os dois ela chega bem perto dele e fala.

-Você é muito lindo e fofo, acho que você não poderia ser o assassino!

E depois de dizer isso ela dá um longo beijo no viajante! E ele fala.

-Vai com calma gatinha, você me conheceu agora.

Ela responde.

-Então acho que vai ser só sexo! –Enquanto passava a mão na calça do viajante.

Ele sorriu e disse com sarcasmo.

-Mas aqui não é um bom lugar para fazer isso!

Chegando no Motel, eles foram logo se beijando intensamente, depois tirando a roupa e se jogando na cama, com varias preliminares e orgasmos eles partem para o ato principal.

Depois de uma noite de apertos e gemidos, o viajante se levanta indo ate suas calças, que estavam jogadas no chão e tira do bolso de trás um canivete bem afiado, chega bem perto da mulher de cabelos loiros e começa a beijar sua nuca indo para o pescoço. Ela começa a despertar, mas antes que ela abra os olhos ele passa a lamina por todo seu pescoço, ainda continuando a beijar toda a sua face, e depois que ele se certifica q ela está morta, ele tira a calcinha dela e começa mais um ato de “amor”.

24 de Janeiro em Nova York.

Anuncia a televisão.

-Mais uma loira encontrada nua no motel......



ACENDAM AS LUZES QUANDO FOREM DORMIR!
By: Ceifeiro


Conhecemos Papai Noel como um bom velhinho, mas vamos saber agora como ele surgiu e porque ficou famoso. Confira este novo conto especial de natal.




Quando ainda somos criança, é contado uma história de que durante a noite de natal o papai noel entra pela chaminé e deixa os presentes na árvore natalina sem que ninguém o veja. Logo se pensa, quantas casas aqui no Brasil tem chaminé? Menos de 2% de todas as casas. Mas somos crianças, e isso não conta em nada. Vê-se em filmes também de que podemos escrever uma carta ao papai noel pedindo o que vamos ganhar, mas acho que muitas crianças já se frustraram com isso.

O que ninguém sabe é de onde veio a lenda do papai noel. Vou-lhes contar como tudo começou.

Noel - O início

Por volta de 1810 na Groelândia, o natal era comemorado com muitos enfeites feitos de gelo, e bonecos de neve originaram-se de lá. Os presentes simbolizavam toda aquela história cristã de onde realmente originou-se o natal. Mas quem era Noel?

Noel era um barbeiro, com seus poucos mais de 60 anos de idade, um homem que sempre teve uma vida sofrida, e que era sempre discriminado por ser filho de um homem, cuja morte foi consequência de uma tentativa de assassinato ao prefeito de sua cidade. Todos olhavam para Noel com desgosto, e com isso ele carregaria a sina culposa de seu pai para o resto da vida. As poucas pessoas que frequentavam sua barbearia tinham certa pena dele, e se dispunham a ser clientes para que ele tivesse um serviço honesto, mas isso não significava que essas pessoas não iam com certo aperto no coração de medo, e Noel percebia isso.

Ele sempre fazia sua própria barba. Todos os dias pela manhã ele acordava bem humorado, disposto a fingir que nada acontecia à sua volta, e que seu passado não o perseguia. Aos primeiros minutos do sol da manhã, ele abria sua barbearia, e esperava horas e horas até que um freguês entrasse pedindo algo de seus serviços.

Numa bela manhã do dia 08 de janeiro de 1811, uma linda mulher, loira de cabelos cacheados e muito simpática entrou em seu estabelecimento pedindo alguns retoques em seu cabelo. Noel sorridente, mostrou-lhe a cadeira, cercou-lhe o corpo com uma capa protetora para que ela não se suja-se e começou uma pequena e gostosa conversa na qual ele nunca teve em sua vida. A mulher parecia despreocupada, como se Noel não estivesse carregando aquela culpa que não era sua, ou então ele estaria sonhando.

Em certo ponto da conversa, a mulher se apresenta dizendo se chamar Grace e que acabara de se mudar da Finlândia para ali e que ainda não conhecia ninguém. Noel desanimadamente entendeu na mesma hora o motivo para tanta indiferença quanto a seu caráter, mas isso duraria pouco.

No minuto em que ele iria começar o serviço, já com a tesoura na mão, algumas pessoas ao lado de fora começaram a bater na porta gritando para que Grace saísse dali.
- Grace, saia daí agora, esse homem é filho de um assassino. Se não quiser morrer saia daí agora.

Grace reconheceu o homem com voz estridente e apavorosa. Era seu marido. No mesmo instante das últimas sílabas vindas da voz dele, Grace começou a chorar e pedir por favor para que Noel não fizesse nada. Ela saiu correndo dali.

Poucos segundos após, o silêncio pairava sob sua barbearia novamente e este foi o momento fulminante na decisão de uma mudança radical em sua vida.

- Não aguento e não vou mais tolerar isso.
Vociferou Noel.

- Deste momento em diante serei outro homem, e à partir de agora eles devem começar a realmente se preocupar comigo.

2 anos depois - Véspera de natal

A barbearia de Noel estava fechada à 2 anos, e ninguém mais ouviu falar de Noel ou o que tenha acontecido com ele. O fato é de que todos da cidade estavam aliviados.

Era véspera de natal de 1813. Na base da grande árvore enfeitada no centro da cidade, um homem de roupas de frio brancas, botas pretas, gorro branco e barba branca sentava numa grande poltrona. Balançando um pequeno sino gritando hohoho ele dizia:
- Hohoho, sou o velhinho dos presentes. Venham todas as crianças a mim e digam o que querem ganhar. O velhinho dos presentes vai dar. Hohoho.

E toda a população espantada por aquele estranho personagem começaram a se aglomerar em volta da árvore com muita curiosidade. Noel, que antes tinha barba e cabelo bem feitos, agora estava irreconhecível, senho denominado à partir de agora o "Velhinho dos Presentes".

Crianças ao escutarem as palavras do velhinho , ficavam atiçadas a irem ao encontro dele. No final, Noel tinha uma enorme lista com os pedidos das crianças com endereço fornecido pelos pais e já era conhecido entre as crianças como papai.

Natal marcado na história

Dia de natal. Durante o dia todos estavam apressados e empolgados com as festividades noturnas, enquanto Noel, mais tarde conhecido como Papai Noel, colocava em prática todo seu plano.

A cidade era pequena, e ao total na lista de Noel haviam 88 crianças.

Noel durante o dia todo sem descansar construía com suas próprias mãos os brinquedos das crianças. Eram carrinhos de madeira, bonecas de pano e muitas outras coisas que ele não havia entendido, mas que inventava novos brinquedos.

Durante a noite de natal, Noel esperou as festas cessarem, para que antes de terminar a noite, enquanto todos estavam exaustos dormindo em suas casas profundamente, ele entrasse pelas chaminés e colocava em prática todo seu plano.

Depois de entrar pela chaminé, Noel caminhava até a árvore natalina da casa, colocava um brinquedo endereçado à criança da casa, e logo em seguida procurava os quartos de seus pais. Ele levava consigo um saco com os presentes, e em seu cinto uma grande faca e uma pequena navalha.

Papai Noel

Ao entrar no quarto dos pais, Noel retirava a faca e matava o homem e a mulher com golpes mortíferos no peito de cada um. Depois retirava seus olhos e os guardava numa pequena caixa que ficava dentro do saco de presentes. Com a navalha ele deixava as duas pessoas carecas e sem o couro da cabeça também, relembrando agora seu antigo serviço de barbeiro. Estava concluído seu serviço. Próxima casa.

Fui uma noite exaustiva para Noel, mas logo na manhã seguinte o resultado foi uma verdadeira e abominável cena de desespero em todos os cantos da cidade. Assim como ele queria e planejara. Políciais, famílias e visitantes nervosos e desesperados sem saber o que fazer, quando uma voz em meio à multidão gritou apontando para a grande árvore de natal do centro.

- Foi o velhinho dos presentes. Olhem a ávore de natal.

As pessoas em conjunto olharam com atenção aos enfeites pendurados em cada ponta do grande pinheiro. Os olhos de todas as vítimas estavam ali, no lugar das bolas brilhantes. Enquanto isso dezenas de sacos pretos circulavam para retirar os corpos das casas.

Todos os que estão mortos foram aqueles que tinham filhos e os levaram até ele na véspera de natal. Por sorte ele não fizara nada com as crianças.

Outra voz gritava:
- Vamos matá-lo.

Assim todos em união vasculhavam beco por beco pelo velhinho dos presentes, mas durante mais de 2 horas nada encontraram.

Ao passar em frente da antiga barbearia de Noel, alguns participantes de um grupo perceberam que aquele lugar não estava mais abandonado. Rastros de botas por toda a neve da calçada marcavam o caminho até a porta, que agora já não tinha mais neve sob a fechadura.

Com um pesado chute, a porta veio abaixo rapidamente, e em dupla entraram as primeiras pessoas. O restante do grupo aguardava ancioso por vingança. Esperavam um sinal para invadirem a casa e matarem o velhinho dos presentes. Mas alguns segundos se passaram, e a única coisa que escutaram foi o silêncio seguido por dois corpos que foram jogados para fora mortos e com as gargantas rasgadas. Em seguida Noel saiu pela porta da frente com sua roupa branca, agora vermelha de sangue, gritando:
- Hohoho venham pegar seus presentinhos com o Papai Noel. Hohoho.
Ele entrou e o silêncio dentro da barbearia só era cortado pelos gritos da multidão.

A polícia chegou e cercou todo o quarteirão. Eles queriam invadir para tentar prender Noel, mas a população em massa chegou gritando:
- Vamos queimar o Papai Noel.

E foi o que fizeram. As chamas foram tão fortes e altas que para chegar perto do local da barbearia as pessoas tiveram que esperar mais de 1 dia para o calor diminuir.

A lenda

A história do papai Noel foi distorcida com o tempo, e hoje, pelo menos em teoria ele é uma boa pessoa, um bom velhinho. Mas lembrem-se de quem ele realmente foi no passado.


Escrito por:
Rene Sarli
Site: www.atormentador.com.br


ACENDAM AS LUZES QUANDO FOREM DORMIR! E TENHAM UM FELIZ NATAL!
By: Ceifeiro

As gêmeas
gisellesato




Antigos aristocratas da região do Sul Fluminense, os Martin preservavam as tradições. O casal idoso e os dois filhos solteiros viviam praticamente reclusos na fazenda principal. Cuidando das atividades e investindo em gado, vez por outra viajavam para participar de leilões em todo o mundo.
Quando o filho caçula, aos cinqüenta e seis anos anunciou o casamento, todos ficaram felizes. A noiva veio da Hungria, eram primos distantes. As bodas reuniram parentes de toda a Europa.
Pouco tempo depois, descobriram que seriam pais. A felicidade estava completa. Passavam as tardes montando o quarto do bebê. Os móveis pesados contrastavam com a decoração infantil, colorida e alegre. Tudo muito suave e de bom gosto.
A primeira menina nasceu forte e corada. Logo em seguida, pesando menos da metade, a segunda criança veio ao mundo. Exibiam a penugem vermelha típica da família.
Beatriz, a mãezinha, escolheu com carinho o nome das filhas. Anya, que significa anjo e Marie, o nome da mãe do Redentor.
Nos berços duplos, ambas usavam touca e camisolas do enxoval das crianças da família, preservado por décadas em perfeito estado. O cheirinho de alfazema e camomila adocicava o ar.
Beatriz dispensava atenção especial à pequenina Marie. Desde o início havia percebido que se amamentasse Anya primeiro, nada sobrava para a outra filha. Enquanto Marie era calma e tranqüila, a irmã chorava o tempo inteiro com cólicas e febres.
Rodolfo entrou com cuidado, não queria acordar as filhas, estava encantado. Aproximou-se devagar da poltrona onde a esposa embalava Anya. Ela parecia estar cochilando com bebê preso ao seio.
Quando beijou a face fria de Beatriz, o homem entrou em pânico. Gritou por ajuda e os parentes e empregados tentaram animar a mulher.
O médico foi chamado tarde demais, ela havia partido. Rodolfo entrou em desespero, trancado no escritório da fazenda, chorou dias seguidos. Inconformado com a viuvez, após tantos anos de solidão...
O tiro ecoou na madrugada, uma semana após o enterro da mulher.
A casa tornou-se pesada. Babás e governantas se revezavam nos cuidados com as meninas. Não fossem os lugares vazios na grande mesa de refeições, era como se o casal nunca houvesse existido. A família católica, profundamente envergonhada, tentava esquecer a tragédia.
O tempo passou. Aos oito anos, as gêmeas davam vida ao velho sobrado. Eram meninas levadas e curiosas. Subiam em árvores e nadavam no açude nos dias quentes.
Anya comandava todas as brincadeiras, era mais alta e não gostava de ser contrariada. Batia na irmã e não admitia queixas: - Olhe boba, hoje vamos ao velho cemitério, brincar de alma penada. Quando todos estiverem dormindo, pulamos a janela.
A menininha começou a chorar, não queria de maneira alguma participar da brincadeira: - Anya tenho medo, é um lugar ruim.
- Só espíritos dos escravos. Não podem fazer nada contra nós. Marie, obedeça, ou... sabe o que te espera- O rosto de boneca agora estava retorcido de raiva:- Está bem, eu vou com você, não me machuque, eu vou.
Marie correu para casa, chorava apavorada com as ameaças. Viu o velho balanço e sentou-se procurando recuperar o fôlego . Desde o nascimento era vítima da irmã. Sentia falta da mãe. Anya repetia uma versão horrível: Dizia que a mãe morreu por culpa de Marie, que demorou muito a nascer. O pai havia dado um tiro na cabeça porque não suportou olhar a filha assassina.
Era uma menina triste e calada. As artes da irmã eram creditadas à Marie.
Ser acusada dos maiores absurdos surpreendia a menina. Não conseguia entender como os familiares acreditavam em todas as mentiras da irmã.
Os animais da fazenda evitavam a outra gêmea, pressentiam o perigo e fugiam das mãos ávidas.
Certa vez, por diversão, Anya afogou todos os gatinhos no balde da cozinha. A pobre gata, desesperada, era afastada com chutes.
Pintinhos serviam de experimentos cirúrgicos. Cortava um dos pés ou tinham as asas e bicos partidos.
Queria de toda forma, testar os limites de sobrevivência.
Saber quanto tempo suportavam sem alimento, qual a resistência à dor, gostava de pesquisar sobre a morte.
Os empregados presenciavam as maldades e não ousavam contar à patroa. Tinham pavor da figura de cabelos vermelhos. A fama de má conferia à menina tremendo poder.
Anya manipulava da cozinheira ao professor que as instruía.
Certa vez sugeriu ao apavorado mestre, se não cancelasse as provas, contaria ao avô que era assediada durante as aulas.
Quando ia à cozinha lanchar, brincava com o medalhão exibindo as fotos dos pais:
- Sabe que minha mãe descende de bruxas? Casamento entre primos, deixaram meu sangue ainda mais forte. Só o meu, porque fui a primeira. Marie é fraca demais.
As criadas saíam apressadas procurando alguma coisa para limpar. A menina ria deliciada com os olhares medrosos.
Aprendeu a ler sozinha com quatro anos e a biblioteca passou a ser sua segunda obsessão. A primeira, era perseguir a irmã.
Inteligente, escolhia livros antigos e quase aos pedaços. Raros exemplares de histórias macabras e sobrenaturais. Passava horas repetindo textos e fazendo anotações. Quando completou seis anos, falava francês e latim para orgulho da família.

- Madrugada-

Naquela noite, o vento estava gelado. Poucas estrelas e o ar pesado das horas mortas. As gêmeas desceram pela varanda escura, atravessaram os jardins e tomaram a estradinha de terra até a porteira.
Apesar da recomendação de silêncio absoluto, Marie estava curiosa com a sacola que a irmã carregava:- O que você tem aí?
- Andou assaltando a despensa? – O olhar de desdém foi a resposta.
Mais adiante, viram uma cobra engolindo um novilho, Marie fechou os olhos, Anya ficou fascinada com a cena: - Olhe irmãzinha, a cobra não oferece o menor perigo, poderia até mesmo furar os olhos dela. Calma, estou brincando. Como você é boba.
Algum tempo depois, chegaram ao terreno cercado de ruínas. Cruzes pendiam toscas, dos montinhos cobertos por pedras escuras. Mato alto e ervas daninhas.
Um lugar arrepiante e sujo :- Já entramos Anya, o que está aprontando?- Apertando o casaco contra o corpo, Marie tremia de medo e frio.
A menina de cabelos de fogo dispôs vários apetrechos na terra úmida. Com o facão da cozinha traçou na terra, o pentagrama invertido. Acendeu as velas roubadas do candelabro da avó, iluminando o grande círculo.
Começou a entoar uma ladainha em língua estranha, brandia os braços aos céus e chamava um nome várias vezes. O transe levou um tempo interminável.
Finalmente Marie entendeu que ela invocava Beatriz, a mãe que tanto prezava, quis chamar a irmã à razão: - Pare com isso Anya, respeite nossa mãezinha. Isto não é justo, deixe a mamãe em paz.
Vultos começaram a surgir de todas as direções, figuras negras, velhos escravos, alguns exibiam o corpo decomposto, outros ainda conservavam a antiga aparência.
Todos estavam muito machucados, gemiam, arrastando pesadas correntes nos tornozelos. Anya vibrava:- Ela está ouvindo o chamado. O portal foi quebrado.
Entre os fantasmas, um homem com uma ferida horrível na cabeça despertou a atenção. Usava terno, era muito alto e claro. Caminhou com dificuldades até Marie:
- Fuja minha pequena, saia já deste lugar. Sua irmã despertou espíritos muito ruins. São perigosos. Vá depressa até a capela e fique escondida até o amanhecer.
- Quem é você? Por que está me ajudando?- O coração da menininha pressentia a resposta.
Ele apertou o ferimento na cabeça:- Sou seu pai, me perdoe. Não tive forças e cometi o maior dos pecados. Fui enterrado aqui, sem missa, nem o perdão da família.Por favor pequenina, vá depressa.
Anya em transe, enxergava a figura da mãe nas criaturas pavorosas que a cercavam. Exultava, entoando canções desconhecidas, agradecendo seres abissais e falando sem parar. Marie avistou a capela. Não houve tempo. Foi pega de surpresa.
Enterrando o facão no peito da irmã, Anya , gritou mais uma vez as palavras rituais.
Desferiu vários golpes, uma fúria incalculável aumentava a força da criança:
- O sacrifico foi realizado, o sangue puro saciou a sede da terra. Exijo a presença de Beatriz! Cumpri o pacto, que ela retorne agora! - O vento soprou violento, arrastando folhas no rodamoinho irreal, um uivo longo e ameaçador quebrou o silêncio da madrugada.
A mulher vestia uma túnica negra sobre o vestido púrpura. Possuía uma brancura espectral.
Os cabelos vermelhos caíam como sangue coagulado, em longos filetes ao longo das costas. Não parecia a Beatriz do retrato, os olhos eram poças negras:
- Como ousa, com que direito evoca minha presença? Monstro, desde o ventre odiou a pobre inocente. Ela era sua redenção. Você sugou minhas energias até a morte, pequena vampira de almas.Não tenho nada a te oferecer.
- Não mamãe, foi Marie, ela demorou a nascer e você ficou fraca. Ela dava trabalho, mamãe.

A mulher não respondeu, estava ajoelhada segurando a menina destroçada nos braços, embalando o corpinho como se ela ainda fosse uma criancinha de colo:
- Anya, nunca mais nos veremos, graças à sua última maldade, a roda está quebrada. Estamos livres do compromisso de te ajudar a encontrar o caminho. Vim buscar minha única filha, seguiremos juntas, para sempre...
- Eu quero o poder do nosso clã, sou a última e devo receber a herança da família.
- Mas que pena! Os livros não ensinaram que a magia tem duas forças? Eu nunca cultuei as trevas. E você não é a última.
- Mentirosa, não existem parentes vivas.
- Anya, preciso confessar um grande segrêdo. Brigith, minha irmã gêmea em estado vegetativo, desde o nascimento. Por sete minutos de diferença é a mais antiga e a verdadeira guardiã.
- Maldita bruxa, deixou Budapeste e veio parar neste fim de mundo. Renegou as tradições e nega os meus direitos de primogênita. Como te odeio!
- As gerações perdidas nunca me interessaram. Tudo foi em vão, a eternidade será sua companheira. Nossos laços terminaram. Adeus, Anya.
O dia já ia alto, quando os empregados da fazenda encontraram as meninas. Uma das gêmeas estava parada no alto do morro, em frente à capela. Rindo e conversando com o invisível. Alheia aos gritos da avó, diante do corpinho de Marie sobre a sepultura do pai enjeitado.
A gêmea má, foi internada na melhor clínica psiquiátrica da capital. Nunca recebeu visitas, nem recuperou a razão. Passou a adolescência assombrada por fantasmas e monstros.
Alternava momentos tranqüilos, fases em que dizia chamar-se Marie e ter oito anos de idade. Infelizmente a metade Anya , sempre retornava. Vinha como uma nuvem pesada e caía sobre o hospital trazendo desconforto.
Os doentes gritavam sem parar, as plantas mais viçosas secavam e todos os animais pariam aberrações. Era como se as comportas do inferno se abrissem e nada desse certo. Sentada no banco preferido, no grande pátio central, ela cantava canções em húngaro e conversava com o amigo imaginário:
- Rodolfo, você é o único que me ama de verdade. Prometa que nunca irá embora.
A mulher de cabelo vermelho, vem todas as noites, não deixe ela me levar.- O fantasma do pai assentia e acalmava a menina.
Não havia tempo no mundo que partilhavam. Apenas dor e tristeza.


ACENDAM AS LUZES QUANDO FOREM DORMIR!
By: Ceifeiro

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