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foto Ricardo Miranda

Fotos: Ricardo Miranda

Além do Corpo de Bombeiros, foram chamados padre e pastor da Igreja Universal. Um incêndio destruiu totalmente uma casa no Recanto Campestre Viracopos. Os focos começaram na noite de quinta-feira, dia 24, e se estenderam até sábado, dia 26.

O fogo que surgiu por razões desconhecidas, levou os moradores a chamarem além do Corpo de Bombeiros, um padre e um pastor da Igreja Universal. Ninguém ficou ferido, mas a família que morava na residência está recolhida em uma escola municipal no bairro Tombadouro.

A casa incendiada ficava na Rua Lobo Guará (antiga 4), numero 95, do Recanto Campestre Viracopos. O primeiro foco de incendio começou as 21h30 de quinta-feira, no colchão da aposentada Tereza Ganzella, de 61 anos, e do marido Antonio Ganzella, de 75 anos. O fogo foi controlado e o colchão foi colocado para fora de casa. Cerca de 40 minutos depois, um guarda-roupa começou a pegar fogo.

A dona de casa Luciana Cristina Ganzella, 31 anos, filha de Tereza, conseguiu apagar as chamas. Toda a roupa queimada e molhada pela água foi retirada e colocada no sofá da sala. As que foram recuperadas, foram colocadas em outro guarda-roupas. Depois de mais 40 minutos, aconteceu um novo foco de incêndio no segundo guarda-roupas. [Fonte: Phenomenon Poltergeist]


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By: Shadow

Introdução

Quando se fala em satanismo, logo nos vem à mente homens vestidos de compridas roupas negras com um punhal na mão rodeado por velas pretas, sacrificando alguma vítima. Esta talvez, é a concepção de milhares de pessoas que conhece o termo "satanismo" apenas pela lembrança herdada de filmes de terror ou de alguns livros cujo conteúdo pertence a idade média (no Brasil em anos recentes, entre as igrejas evangélicas, este tipo de satanismo ficou bastante conhecido devido a propaganda do livro de Rebecca Brown, "Ele Veio para Libertar os Cativos"). No entanto o satanismo moderno não tem nada que ver com essa imagem grotesca, é mais um tipo de religião humanista. É verdade que existem este tipo de ritual que incluem sacrifícios de vítimas humanas (ao contrário de algumas opiniões cépticas no assunto, há bastante evidencias para apoiar estes acontecimentos) , mas são realizados normalmente por pessoas desequilibradas psicologicamente. Entretanto o satanismo mais conhecido hoje em dia foge radicalmente dessa concepção.

A religião satânica moderna é caracterizada pela busca do hedonismo e pela rejeição a toda forma de cristianismo, é uma rebelião ao sistema de governo atual. Que tende a oferecer ao ser humano uma liberdade irrestrita no que tange as normas de comportamento e moral estabelecidas, chocando-se claramente com a filosofia cristã de vida.

Devido a mudança de paradigmas em nossa geração o satanismo ganhou bastante campo e está conquistando um grande número de adeptos vindos das mais variadas classes sociais. Os jovens são talvez o grupo mais vulnerável a embrenhar no submundo desta religião. Haja vista as bandas de rock pauleira serem só alguns, dentre os muitos divulgadores do satanismo.

Existem quatro significados básicos que são usados para descrever alguns grupos de Satanismo, a saber: Satanismo Religioso, Satanismo gótico, Satanismo filosófico, e outros.

Satanismo gótico: A palavra "Satanismo" às vezes é usado como um nome moderno para lendas Cristã introduzidas durante a idade média. A Igreja ensinou que algumas " Bruxas", principalmente as mulheres, adoravam Satanás. Diziam que elas faziam juramento para entregarem suas vidas ao príncipe das trevas; seqüestravam e matavam bebês; dedicaram suas vidas a prejudicarem outros pelo uso de maldições e magia negra e voavam pelo ar em cabos de vassoura; Este tipo de " Satanismo " não existia então e não existe hoje tão pouco. Um dos casos mais conhecidos que popularizou o satanismo foi o caso das "Bruxas de Salém" em 1692. Porém, um " Pânico " sobre assassinatos Satânicos foi desencadeado em 1980, em grande parte por uma minoria de feministas e cristãos conservadores.

Todavia as convicções deles sobre abusos nos rituais Satânicos evaporaram em grande parte devido à falta completa de evidências de que estes crimes na verdade aconteceram.

Satanismo religioso: Alguns destes são adultos que adoram uma deidade pré-cristã,por exemplo "Set", o deus egípcio. Há até uma igreja com esse nome chamada de, "Templo de Set", esta é uma ramificação da "igreja de Satanás" fundada em 1975. Outros são Ateus ou Agnósticos que não vêem Satanás como uma entidade viva; eles o vêem como um símbolo de poder, vitalidade e prazer.

Dabblers satânicos: Estes são adolescentes tipicamente rebeldes que criaram sua própria forma de magia negra. Alguns alegam que é o satanismo religioso junto com outras religiões do neopaganismo que são tipicamente responsáveis pela pichação satânica que é visto ocasionalmente nos lados de edifícios. Alguns "Dabblers" podem sacrificar um gato ou cachorro pequeno em seus rituais; mas isto é bastante raro. [Fonte: Forças Ocultas]


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By: Shadow

- O crime -

Em novembro de 1988, uma colegial chamada Junko Furuta foi sequestrada por quatro rapazes e mantida em cativeiro por 44 dias na casa dos pais de um deles.
Para evitar a perseguição, um deles forçou Furuta a ligar para os pais dizendo que havia fugido de casa, mas que estava bem na casa de um amigo. Além disso, também foi obrigada a fingir que era namorada de um deles. Os pais do rapaz perceberam que era mentira, mas nada podiam fazer já que um dos raptores, membro da máfia Yakuza, ameaçou usar suas conexões contra seus familiares.

De acordo com as declarações no julgamento, Furuta foi estuprada e espancada diversas vezes.

Abaixo você terá uma linha temporal contendo as principais torturas, coletadas por meio de processo tribunal:

1º dia: Junko é sequestrada e mantida em cativeiro. É obrigada a mostrar-se como namorada de um dos rapazes e forçada a ligar para seus pais dizendo que fugiu de casa.
Mais tarde, é estuprada, obrigada a comer baratas, beber a própria urina, a se despir na frente de outros, a se masturbar e por fim é queimada com isqueiros e tem objetos inseridos na vagina/ânus.

11º dia: É espancada inúmeras vezes, tem sua face empurrada contra o concreto, as mãos amarradas ao teto e o corpo utilizado como um saco de pancadas. Seu nariz sangrava tanto que Junko só podia respirar pela boca. Halteres foram jogados contra seu estômago, vomitou quando tentou beber água (pois seu estômago não conseguia aceitá-la), tentou fugir e foi punida com queimaduras de cigarro nos braços. Um líquido inflamável foi derramado em seus pés e pernas, queimando-os, e garrafas foram inserida em seu ânus, causando ferimentos.

20º dia: Não conseguia andar direito devido às queimaduras graves nas pernas. Fogos de artifício foram introduzidos no ânus e acesos, suas mãos foram esmagadas por pesos e as unhas se racharam. Não bastante, foi espancada com tacos de golfe, varas de bambu, barras de ferro e teve cigarros e espetos de grelhar frango inseridos na vagina e no ânus, causando hemorragias. Ao final do dia foi forçada a dormir na varanda, no frio.

30º dia: Teve cêra quente espirrada no rosto, pálpebras queimadas por isqueiros e agulhas transpassadas nos seios. Foi obrigada a arrancar o mamilo com um alicate, lâmpada quente e tesoura foram inseridas na vagina, causando hemorragia grave. Ao final da tortura diária, era incapaz de urinar adequadamente e seus ferimentos eram tão graves que demorou mais de uma hora para rastejar pelas escadas até o banheiro. Seus tímpanos ficaram seriamente danificados e houve uma extrema redução no tamanho do cérebro.

40º dia: Implorou aos torturadores que a matassem e acabassem logo com "aquilo".

01/01/1989: Junko saúda o Ano Novo sozinha e com o corpo mutilado. Não conseguia mais se mover.

44º dia: Tem o corpo mutilado com uma barra de ferro pelos quatro rapazes, que usam um jogo de Mah-Jong como pretexto. Sangrou pela boca e nariz e queimaram seu rosto e olhos com uma vela. Por fim, derramaram fluído de isqueiro em suas pernas, braços, rosto e estômago, e depois a queimaram. A tortura final durou duas horas.

Junko Furuta morreu em choque nesse mesmo dia mais tarde, com dor e sozinha, mas nada poderia se comparar aos 44 dias de sofrimento que passou. Ao total, estima-se que ela tenha sido estuprada 400 vezes.
Quando sua mãe ouviu a notícia e os detalhes do que tinha acontecido à sua filha, ela desmaiou e teve de se submeter a um tratamento psiquiátrico ambulatorial.
Os garotos alegaram não saber o quão machucada Junko estava, pensando que ela estava fingindo. Eles esconderam o corpo em um cilindro de 55 galões cheio de cimento, desfazendo-se dele em Koto, Tóquio.

Eles foram presos e tratados como adultos, mas suas identidades foram mantidas em segredo pela Lei japonesa sobre crimes cometidos por menores.






- O outro lado da história -

Como acontece muito aqui no Brasil, principalmente em emissoras grandes de TV, as pessoas têm mania de endeusar vítimas de crimes como esses como se ela tivesse sido santa a vida toda, e nem sempre é assim. É claro que NADA dá o direito às pessoas de tirar a vida de outras, mas sempre há o outro lado, que quase ninguém ouve e muitos ignoram pra que as coisas pareçam mais trágicas.

Junko era aluna de uma escola de má reputação, repleta de delinquentes. Faltava constantemente suas aulas por nenhum motivo importante e saía com muitos rapazes diferentes. Seus pais e professores, já cansados de sua má conduta, não tinham mais vontade de orientá-la.
Por ter o costume de passar noites fora sem avisar ninguém, o mandado de busca só foi pedido por seus pais na segunda noite, e testemunhas oculares a viram entrar em um táxi junto a um dos rapazes que a violentou indo em direção de um Motel naquela noite. O rapaz não portava nenhum tipo de arma que pudesse ser usada para ameaçá-la no momento e se ela quisesse, poderia ter fugido.
Acima de tudo, sua reputação era péssima e muitos disseram que a garota tinha hábitos suspeitos, além de costumar enturmar-se com membros da Yakuza.

Conclusão: Junko não era flor que se cheirasse, e acabou tendo um fim trágico.
Sua história é contada como uma espécie de "fábula" para crianças travessas, pois a lição que traz é grande e importante. Toda ação traz uma consequência, e não pensar nela pode ser o fim para jovens cheio de sonhos e espectativas. [Fonte: MedoB]


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By: Shadow

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Burkittsville, Maryland fica à duas horas de Washington. População: 194

Blair, 1785- Varias crianças acusam a imigrante irlandesa Elly Kedward de leva-las até sua cabana na floresta de Black Hills e extrair sangue delas. Elly é acusada, tida como culpada por bruxaria e amarrada numa arvore na floresta, no mais frio inverno da historia e presumida como morta.

1786- Todos os que a acusaram e metade das crianças da cidade desapareceram. Temendo uma maldição, os habitantes de Blair abandonam a vila e juram nunca mais dizer o nome de Elly novamente.

1809- O livro "Culto da Bruxa de Blair" é publicado. Este livro raro, considerado ficção conta a historia de uma cidade assombrada por uma bruxa. Atualmente, a única copia está no Museu da Bruxaria de Baltimore.
Ele conta os horríveis feitos da bruxa: "A velha horrorosa arrancou a cabeça do menino do corpo e manchou toda a igreja com o sangue quente dele, notei que um dente de cão surgira na perna dela, ela controlava os animais da floresta, até as árvores pareciam obedecer-lhe, quando ela andava não tocava no chão e seus seguidores faziam uma pilha com os cadáveres das ruas"

1824- Burkytsville é fundada na abandonada Blair.

1825- Onze testemunhas afirmam ter visto uma mão de mulher pálida , puxar Eillen Treacle, menina de 10 anos, para dentro do riacho Tappy East Creek. Durante dezessete dias as buscas pelo corpo se seguiram, mas as únicas coisas encontradas foram pequenas trouxas de galhos de arvores untados com estranho liquido. O corpo nunca é encontrado.

1885- Outra menina, Robin Weaver é tida como desaparecida. As buscas iniciam, mas alguns dias depois Robin retorna da floresta sem se lembrar de absolutamente nada. Uma das buscas, formada por cinco homens não retorna. Grupo de caçadores encontra os corpos dos cinco homens estripados em posição de pentagrama em Coffin Rock, Uma formação rochosa na região.

1940- Começando com Emily Hollands, um total de sete crianças desaparece da cidade.
Junho de 1941- Rustin Parr, um velho eremita que morava na floresta, chega até um mercado local e disse que finalmente havia acabado(I've finally finished). As autoridades o seguiram até sua casa e encontraram os corpos das sete crianças em seu porão. Rustin admitiu que fez aquilo para "uma velha mulher fantasma" (an old woman ghost), que vivia nas florestas. Duas delas apresentaram causa da morte desconhecida, algumas por traumatismo craniano e por sufocamento.
Todas tinham marcas estranhas cravadas nos rostos, braços e mãos. Rustin é preso e condenado á forca.
O veredicto é dado em 1942 e a sentença é cumprida no mesmo ano.

Outubro de 1994- Três estudantes de cinema, Heather Donahue, Joshua Leonard, and Michael Williams chegam á Burkytsville para filmar um documentário sobre uma lenda local: A Bruxa de Blair. Após entrar na floresta, jamais são vistos novamente.
(Na verdade, Heather Donahue, Joshua Leonard e Michael Williams são os nomes dos atores que fizeram o filme, fica a dúvida... qual o nome verdadeiro dos 3 estudantes que se perderam na floresta? E porque os nomes dos atores aparecem no filme como sendo desses estudantes? Isso faz a gente pensar que o filme é o documentário feito pelos estudantes, sendo que não é, foi criado e dirigido por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez.)

25 de outubro- O carro de Josh é encontrado. As buscas iniciam e se seguem pelo ano seguinte, contando com homens com cães, helicópteros e até mesmo umas fotos por satélite.

1995- O departamento de Antropologia de Maryland encontra uma bolsa contendo fitas, fotos e gravações que pertencem á Heather Donahue, enterradas nas ruínas de uma cabana de mais de 100 anos.

1997- A mãe de Heather, Angie, entrega as fitas com as filmagens para Haxan Filmes, onde foram melhor analisadas, dando início ao projeto de produção do filme.[Fonte: Phenomenon Poltergeist]


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Uma menina de dez anos conseguiu sobreviver após ter sido torturada durante um mês em um cruel rito de exorcismo que deixou graves sequelas, no sul da Malásia, informou nesta quarta-feira a imprensa local.

A criança fugiu após abrir com um arame as algemas que a prendiam, e está internada sendo tratada com queimaduras nas mãos, hematomas no rosto e costelas quebradas, segundo o jornal local New Straits Times.

O fato ocorreu no estado de Johor, que faz fronteira com Cingapura e onde a Polícia deteve na terça-feira um tio da menina.

Segundo as primeiras pesquisas, a criança tinha ficado sob responsabilidade do detido desde a morte de seu pai, e diariamente era torturada para "acabar com seu azar".

O familiar bateu, queimou e deixou a menina sem alimentação durante um mês, aparentemente porque uma feiticeira tinha garantido que ela estava possuída por um espírito maligno.

Há um mês, um tribunal condenou à morte a um homem que matou uma menina de três anos em um rito de exorcismo na Malásia, país de maioria muçulmana, mas onde ainda é praticada a magia negra nas áreas rurais, de forte tradição animista.[Fonte: Phenomenon Poltergeist]


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O filme O Exorcista foi inspirado em um caso real, não envolvendo uma garotinha de 12 anos, mas um menino de 13, conhecido por R. Seu comportamento estranho começou em 1949, após a morte de uma tia. Ele começou a ouvir arranhões na parede e objetos voavam pela casa. Cadeiras e camas se moviam quando o garoto estava nelas. A família desesperada pede ajuda a igreja católica. A primeira tentativa de exorcismo acabou em desastre. Ele rasgou o padre do ombro ao pulso com uma mola da cama. Foram necessários mais de 100 pontos o local. Palavras começaram a surgir em seu corpo e uma delas, Louis, fez a família mudar de volta para Saint Louis, acreditando haver algo lá. Entre em cena um estudioso jesuíta que na época tinha 27 anos, Walter Halloran.
Ele estudou na Universidade de Saint Louis e tratou de R. Narrando o caso, ele diz que "o garoto cuspia com precisão e acertava seu corpo a 1,5 metros... Certa vez ví uma marca em seu ombro e parecia a caricatura do demônio. Eu podia ver suas mãos e não era ele que fazia... Ouvimos a voz e ela falou que não ia embora até que uma certa palavra fosse dita.". Na páscoa, uma outra voz tomou o garoto e disse a palavra Dominus. Neste momento ouviu-se um tiro e o garoto ficou curado. O filme O Exorcista arrecadou $ 260.000.000,00 dramatizando esta história. Até hoje a igreja católica faz exorcismos.
[Fonte: Forget The Fear]


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David Richard Berkowitz (1 de junho de 1953- ), também conhecido como o Filho de Sam e o Assassino da 44 é um assassino serial (serial killer) estadunidense, que aterrorizou a cidade de Nova Iorque com seus crimes, praticados durante julho de 1976 e Agosto de 1977, até ser preso.
A HISTÓRIA DE DAVID BERKOWITZ


Berkowitz é adotado
Antes do nascimento de David, sua mãe, judia e pobre, quis casar-se com um italiano, mas sua família foi contra. Mesmo assim, o casal ficou junto, montaram uma peixaria, e tiveram uma filha. Algum tempo depois, o italiano separou-se dela.
Ela inicia outro relacionamento e engravida. O namorado a larga antes do nascimento do seu bebê, David, em 1953.
David foi adotado por família judia de classe média, sem filhos, que cuidou bem dele (e mudou seu sobrenome de Falco para Berkowitz). Enquanto isso, sua mãe biológica retoma o relacionamento com este namorado (ficando juntos até que ele morresse de câncer, em 1965).

Berkowitz era uma criança solitária. Seus pais adotivos também não eram muito sociais. Ele era “grandalhão”, e se sentia um pouco discriminado. Mas era hiperativo e às vezes violento com outras crianças.

David perde também os pais adotivos


A mãe adotiva teve câncer de mama, e acabou morrendo em 1967. Berkowitz, que entrava na adolescência, ficou devastado. Ficou mais introvertido, e imaginou que a morte dela fosse parte de um plano para destruí-lo.
Em 71, o pai casou de novo, mas David não se dava bem com a madrasta, e então o casal foi morar sozinho.
David entrou no Exército. Ficou três anos. Era muito bom com rifles.
Posteriormente, encontrou a mãe biológica ,e ela e sua filha (irmã de David) o trataram bem, como parte da família. O esquema funcionou bem por um tempo, mas depois ele começou a fazer menos contato.
Relata-se que a única experiência sexual que David teve foi com uma prostituta na Coréia – e ainda pegou uma doença.

Incendiário e homicida
David tinha um especial prazer em provocar incêndios – foram mais de 1000. Registrou todos, em cadernos.

Aos 23 anos, começou seus ataques homicidas. Foram 8, até ser capturado.

1º ataque de David Berkowitz– 29 de julho de 1976

Nova Iorque. Uma da manhã. Duas amigas, Donna e Jody, 18 e 19 anos respectivamente, conversam no carro de Jody, na entrada do prédio de Donna. Os pais de Donna pedem para ela entrar. Ela começa a despedir-se de Jody. Logo em seguida, um homem aparece. Ela se assusta; ele saca um revólver de dentro de um saco de papel, e dispara 5 tiros. Donna morre imediatamente, com uma bala que acertou seu pescoço. Jody também foi ferida, mas saiu do carro, gritando por socorro.

A polícia conclui que não havia motivos para aquele crime. Teria sido uma execução por engano?

2º ataque – 23 de outubro

Em um carro estão Carl Denaro, 20 anos, e sua amiga Rosemary Keenan. Eles voltavam de uma festa de despedida dele, que iria passar alguns anos na Força Aérea. Eram 2h30 da madrugada. Um homem aparece, no lado do passageiro, novamente. Cinco tiros, mais uma vez. A cabeça de Carl é acertada. No desespero, Rosemary assume o carro e dirige de volta à festa. De lá, Carl é levado ao hospital. Sobrevive.

3º ataque – 26 de novembro

Outra Donna (DeMasi), 16 anos, e sua amiga Joanne, 18 anos, voltavam do cinema, de ônibus. Quando descem, percebem um homem parado e aceleram o passo. Ele vai atrás e começa a perguntar: “Vocês sabem onde…” – mas não termina a frase. Tira um revólver da jaqueta e começa a atirar. Acerta as duas e ainda dispara rumo a uma casa. Elas estavam perto da casa de Joanne, e seus pais saíram, com os gritos delas. Donna ficou bem, Joanne ficou paraplégica.

1977 – os homicídios continuam

4º ataque – 30 de janeiro de 1977

Christine, 26, e o noivo John, no início da madrugada, saíam de um estabelecimento chamado “Galeria do Vinho”. Dois tiros são disparados, os dois acertam a garota. Um, na cabeça. Ela morre poucas horas depois.

A polícia começa a ligar os crimes, e só então percebe que estava diante de um “psicopata”. Inicia-se uma força tarefa, sob comando do Capitão Borrelli. Concluiu-se que o assassino preferia matar mulheres.

5º ataque – 8 de março

Uma estudante, Virginia, volta para casa, a pé. Um homem se aproxima dela, saca um revólver. Ela tenta se defender com os livros. Um tiro acerta seu rosto e ela morre imediatamente.

Um homem presencia a cena. O assassino, correndo para fugir, passa por ele e fala: “Oi, senhor!”.

Uma patrulha passa por David Berkowitz, mais adiante, e vai abordá-lo, por estar em alguma atitude suspeita. Mas então ouvem no rádio sobre o assassinato, e desistem dele, dirigindo-se para a cena do crime.

O Assassino do cabibre 44…


No dia seguinte, o comissário de polícia convoca a imprensa e anuncia o perigo. Um novo chefe para Borrelli é juntado à comissão de investigação. Como estava atirando com uma arma calibre 44, o homicida foi chamado inicialmente de “Assassino do Calibre 44″ (“.44 Caliber Killer”).

6º ataque – 17 de abril

Um casal de namorados, em um estacionamento. Valentina, 18 anos, e Alexander, 20. Um carro para ao lado. Dois tiros para cada vítima. Valentina morre na hora e Alexander, no hospital.

Desta vez, o assassino deixou uma carta na cena do crime, para Borrelli – que só foi divulgada na íntegra, para a imprensa, em junho.

…vira “O Filho de Sam”

Numa rua próxima dos assassinatos de Esau-Suriani, um policial descobriu uma carta escrita à mão, endereçada ao capitão da NYPD Joseph Borrelli.

O autor da carta admitia ser um monstro e dizia ser o "Filho de Sam". Dizia que Sam gostava de beber sangue para se manter jovem e o ordenava para "sair e matar" ("Go out and kill"). "Papa" Sam o mantinha preso no sótão e com isso ele via o mundo pela janela, sentindo-se um desajustado. Para parar de cometer assassinatos tinha que ser morto. Ele não queria matar mais, mas o fazia em honra de seu pai. Desejava uma feliz Páscoa para os moradores do Queens.

A descoberta da carta foi anunciada mas o conteúdo permaneceu em segredo. Em um trecho sobre ataque cardíaco, foi lembrado pela polícia que Lauria era uma técnica médica e Valenti estudava enfermagem.

A Carta dizia:
“Caro Capitão Joseph Borrelli,
Estou profundamente ferido por você falar que sou alguém que odeia as mulheres. Eu não sou isto. Mas eu sou um monstro. Eu sou o ‘Filho de Sam’. (…)
“Saia e mate”, comanda o Pai Sam. (…)”

“Sam”, dizia ainda Berkowitz, era o cachorro de seu vizinho.

A carta não continha digitais. Ele resolveu escrever também para um repórter.

Desta vez, não apenas a imprensa foi convocada, mas também vários psiquiatras, para ajudarem a polícia a fazer um perfil do assassino, que passou a ser chamado de “O Filho de Sam”.

Suspeitou-se que ele seria um esquizofrênico paranóico.

A lista de suspeitos, criada com as chamadas da população, era interminável.

Em 10 de junho, um homem chamado Jack Cassara recebe uma carta assinada como “Sam”, mas seu conhecido Sam não a mandou. Eles conversam, e descobrem que os cães de ambos haviam sido vítimas de atentados. Eles entram em contato com a polícia. A filha de Sam, aliás, trabalhava no órgão.

A filha de Cassara lembra-se de Berkowitz, que era um locatário da família e não voltou para pegar 200 dólares de caução. E não gostava do cachorro. Fazem novo contato com o centro de investigação. Mas a polícia tinha que lidar com informações demais, nada que efetivamente apontasse para o criminoso.



O Filho de Sam provoca pânico na cidade


7º ataque – 26 de junho


As pessoas quase já não saíam de casa à noite, com medo. Mas Judy e Sal, casal de amigos, resolveram ir a uma boate. Quase vazia. Na saída, Judy fala a Sal de como o “Filho de Sam” é assustador. Escutam estampidos. Judy olha no espelho e vê sangue. Seu braço direito não se move. Foram 3 tiros em sua direção. Ele também foi atingido. Os dois sobrevivem.

Um detetive estava na boate quinze minutos antes.

Uma carta de Sam menciona o dia 29 de julho, aniversário de um ano do primeiro ataque, e este dia talvez foi o mais tenso daquele ano, em Nova Iorque (o clima de tensão da época é muito bem retratado no filme “O verão de Sam”). Mas ele só atacaria dois dias depois.

8º ataque – 31 de julho

Stacy estava com seu namorado, Bobby. Após o cinema, ele sugeriu andarem no parque. Ela pergunta: “E se o Filho de Sam estiver escondido lá?”. Ele ri e insiste. Ela vai com ele. “Alguém está olhando para nós.”, ela comenta. Quis ir embora, ele insistiu para ficarem.

Logo ele leva dois tiros no rosto. Ela, um. Ela morreu no hospital; ele sobreviveu, com cegueira à esquerda e perda quase total da visão direita.

"Mais de 200 homens estão envolvidos na captura".

Com base na história das cartas para Sam e Cassara e os atentados aos cachorros, dois policiais começaram a investigar David Berkowitz. As informações coletadas vão chegando aos níveis hierárquicos superiores.

Um enfermeiro e policial, chamado Glassman, chama a polícia após um incidente, e mostra cartas que recebeu de David.

Uma multa levada por Berkowitz é a peça final: ele esteve na região de um crime na hora do homicídio.

Em 10 de agosto, policiais chegam à casa de David e esperam que ele saia. Com uma arma apontada para si, já dentro do carro, ele apenas sorri. O policial indaga:

- Agora que eu te peguei, quem eu peguei?
- Você sabe.
- Não, não sei. Me diga.
- Eu sou Sam. David Berkowitz.

Ele confessou calmamente cada um dos crimes. O detetive que o entrevistou disse que ao final da sessão ficou com pena dele. “Esse cara é a porra de um vegetal!”



Antes dos homicídios

Os grandes problemas de Berkowitz talvez tenham começado antes de seu primeiro ataque confirmado. Em novembro de 1975, ele escreveu uma carta para o pai, onde se dizia “perseguido”. Ficou, então, um mês trancado em casa, saindo só para comer. Escreveu coisas na parede. Perto do Natal, procurou psiquiatras. No dia 25 de dezembro, saiu com uma faca, “caçando” uma mulher. Disse depois que acertou uma. Atacou outra, no mesmo dia, que lutou contra ele. Ele correu, e depois foi comer hambúrguer e batatas fritas.

Trabalhava como segurança, na época. Em janeiro de 76, mudou-se, de aluguel, para uma propriedade ao lado da casa de Jack Cassara, que tinha um pastor alemão.

David disse que não conseguia dormir, perturbado com os latidos, que seriam ordens de demônios.

Um dia antes do primeiro assassinato, largou o emprego de segurança e foi trabalhar como taxista.



As ordens de Sam

David disse, sobre o primeiro homicídio, que não queria atirar, mas foi forçado pelos demônios, e então gostou. “Sam” também prometeu dar-lhe Donna, a vítima, quando David morresse.
A história que Berkowitz contava dizia respeito a alucinações auditivas de comando, vindas de um intrincado esquema, em que pessoas reais (e cães) eram vistas como demônios. Cassara era o “General Jack Cosmo”. “Sam” trabalhava para Cosmo.

A defesa de Berkowitz alegou esquizofrenia paranóide. A acusação disse que os “traços” da doença não impediam sua capacidade de enfrentar o júri: “O réu é normal como qualquer pessoa. Talvez um pouco neurótico.”
Berkowitz foi condenado a 365 anos e prisão.



O Filho de Sam seria uma invenção?

Em 1979, o famoso agente do FBI, Robert Ressler, entrevistou Berkowitz. Para o agente, ficou claro que a história do cachorro que dava ordens a Berkowitz não passava de uma invenção, uma explicação que ele havia criado previamente para o caso de ser capturado.

Ressler acredita que a razão para David matar mulheres tinha a ver com ressentimentos com sua mãe verdadeira, além da sua incapacidade de estabelecer vínculos satisfatórios com outras mulheres. Ele ficava excitado, então, com os ataques que realizava, e podia masturbar-se depois, já em seu carro.

O agente descobriu várias outras coisas sobre David. Uma foi que ele teve a idéia de mandar a carta ao repórter inspirado em um livro sobre Jack, O Estripador. Outra revelação foi que gostou do apelido que recebeu da imprensa, chegando a desenhar um logotipo para o “Filho de Sam”.



Conversão e arrependimento de Berkowitz

Anos depois, Berkowitz apareceu lendo o salmo 34, e anunciou que havia convertido-se ao catolicismo. Os agentes penitenciários notaram que suas atitudes na cadeia tornaram-se mais pacíficas, tornando-se um prisioneiro tranquilo. Antes, havia envolvido-se em conflitos, indisciplina. Mas muitos acreditam que esta conversão seja uma farsa, por causa de indícios contrários que teriam surgido depois (como ainda vangloriar-se dos crimes).

Berkowitz afirmou:
“Após procurar muito por minha alma e rezar muito, decidi que seria melhor simplesmente encarar vocês e pedir desculpas. Não estou pedindo perdão. Não acho que eu mereço perdão.
Eu não entendo o que aconteceu. Foi um pesadelo. Eu estava atormentado, em minha mente e meu espírito. Naquela época, minha vida estava fora de controle.
Eu pensei que era um soldado do demônio. Não estou empurrando a culpa em nada. Eu carrego toda a responsabilidade.”



Satanismo?

depois, Berkowitz afirmou que participava de um grupo de satanistas, na época dos crimes, e que havia, portanto, outras pessoas envolvidas. Esta hipótese não levou a conclusões definitivas.

Berkowitz ainda vive...
[Fonte: Qual Seu Medo?]


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